Não é uma promessa de política de privacidade — é uma consequência de como o
produto foi construído. Quem opera o servidor, quem invadir o servidor e quem
apreender o servidor recebem a mesma coisa: bytes que não abrem.
A chave nasce da sua senha
Sua senha passa por uma derivação lenta no próprio aparelho e vira a chave
que abre o cofre. O que o servidor recebe para autenticar é um valor
diferente, derivado por outro caminho: conhecê-lo não ajuda a abrir
nota nenhuma.
Uma chave por nota
Cada nota é cifrada com uma chave própria, derivada do cofre e do
identificador dela. Um envelope não pode ser reapresentado no lugar de outro,
nem devolvido numa versão antiga sem que o aparelho perceba.
Os anexos também
Arquivos são cifrados em blocos antes de subir, cada bloco autenticado com a
própria posição. Reordenar ou truncar o arquivo no armazenamento não passa
despercebido — falha na abertura, em vez de devolver dado adulterado.
Grupos sem entregar a chave
A chave do grupo nunca é entregue ao servidor: ela viaja
embrulhada para a chave pública de cada integrante, e só abre no aparelho
de quem tem a chave privada correspondente. Remover alguém troca a chave
do grupo, de modo que o que for escrito depois disso deixa de ser legível
para quem saiu.
O cofre trancado tranca de verdade
Com o cofre fechado, nem a busca, nem a ponte de IA, nem a própria tela
conseguem abrir um título sequer. Título é conteúdo, e não há exceção para
"só o título".
A atualização é assinada
Um atualizador automático é um canal de execução de código na sua máquina.
Por isso o pacote só é aplicado se a assinatura conferir contra uma chave
que o aplicativo já trazia — o servidor não consegue mandar o que quiser.